Que a força das dúvidas que tenho,
Não me impeça de lutar pelo que mereço.
Que as dificuldades de tudo em que me empenho,
Não me retire a coragem com que me reconheço.
Porque metade de mim é o que perdi,
Mas a outra metade é o que ainda não consegui.
Que a música que ouço ao longe seja linda,
Ainda que carregada de impaciência.
Que o homem que eu amo seja eternamente amado,
Mesmo que para mim signifique ausência.
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é chegada.
Que as minha palavras sejam pelo menos ouvidas,
Como a única coisa que ainda resta
A uma guerreira com tantas batalhas vencidas,
Mas que mantém uma postura modesta.
Porque metade de mim é o que lutei,
Mas a outra é o que adiei.
Que esta minha teimosia em resistir,
Se transforme na paz conquistada.
Que esta inquietação que me leva a não desistir,
Seja algum dia recompensada.
Porque metade de mim é verdade
E a outra metade é vontade.
Que o medo de perder se dilua
E que todo o pouco que sou, seja visível,
Para que a esperança continue nua
E o desejo seja algo que se torne possível.
Porque metade de mim é acreditar
E a outra metade é querer concretizar.
Talvez seja preciso mais que uma simples alegria,
Para que eu me sinta realizada.
Que no mínimo, haja um pouco de magia,
Para manter o sonho acordado.
Porque metade de mim é cansaço,
Mas a outra metade é viver cada pedaço.
Que a vida me aponte uma solução,
Mesmo que aparentemente dissimulada.
Só não quero ter mais desilusão
Nem mais uma vitoria adiada.
Porque metade de mim é o que me alimenta,
Mas a outra metade é o que o coração aguenta.
Que a minha loucura seja perdoada,
Porque ela é o fruto de tanto querer
E não existe para tornar a vida complicada,
Mas antes para a tentar resolver.
Porque metade de mim é Amor,
E a outra metade também!
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
A tua Face Ocultas
Sei que tens uma face oculta, tu és como a Lua...
Sei que só mostras o lado que brilha...
Sei que o outro não o mostras, está escondido!
Pacientemente, espero-te ao fundo da rua
Espero que te apeteça percorrer a minha trilha,
Sei esperar todo o tempo devido!
Sei que sou infima, ainda muito pequenina
Como uma flor que começou a crescer no teu rumo
Mulher, e no entanto, ainda uma menina
Nesse caminho que julgavas ser só teu, mas onde eu me assumo...
Se às vezes eu te parecer mais arredia
Numa ausência fingida, dando paz, fazendo briga,
Deixando o Tempo passar, fazer-te rir,
Apenas serei sempre a que tenta e alivia.
És Lua irmã, e escondes mais do que eu diga!
A tua Caixa de Pandora, eu não vou abrir!
Apesar de calar o que vejo na noite escura
Nem só a Lua tem parte do seu rosto escondido,
Também é lá que escondes a tua tortura,
É lá que fechas a sete chaves o que tens sofrido!
CB
Sei que só mostras o lado que brilha...
Sei que o outro não o mostras, está escondido!
Pacientemente, espero-te ao fundo da rua
Espero que te apeteça percorrer a minha trilha,
Sei esperar todo o tempo devido!
Sei que sou infima, ainda muito pequenina
Como uma flor que começou a crescer no teu rumo
Mulher, e no entanto, ainda uma menina
Nesse caminho que julgavas ser só teu, mas onde eu me assumo...
Se às vezes eu te parecer mais arredia
Numa ausência fingida, dando paz, fazendo briga,
Deixando o Tempo passar, fazer-te rir,
Apenas serei sempre a que tenta e alivia.
És Lua irmã, e escondes mais do que eu diga!
A tua Caixa de Pandora, eu não vou abrir!
Apesar de calar o que vejo na noite escura
Nem só a Lua tem parte do seu rosto escondido,
Também é lá que escondes a tua tortura,
É lá que fechas a sete chaves o que tens sofrido!
CB
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Estou Ausente!
Estou neste estado, estou ausente!
Estou farta de tudo, de toda a gente!
Quero chegar ao fim da linha!
Sim, eu estou habituada, estou sempre sózinha!
Neste correria em que vivo demente,
Vou dar tudo de mim, não morrer indiferente.
Hei-de dar a provar de volta todo o veneno...
Qualquer tempo de espera, ainda será pequeno!
E nesta furia que me agito, já nem grito
Nesta lufada louca, nem sinto a boca
Por muito que o mundo se mostre aflito
O que quer seja, a minha vingança será pouca!
Sem ferir quem ainda me consegue amar
Sei, que é pena, mas que fecho o lótus em flor,
Porque assim sendo, será capaz de me perdoar
Porque compreende certamente a minha dor!
Não estou viva, nem morta, vou estando,
Vou passando os dias devagar, vivendo o presente,
Tentar afastar-me de todos, mas vou passando...
É neste estado que eu estou... estou ausente!
CB (É assim que te sinto, e como não sei pintar...)
Estou farta de tudo, de toda a gente!
Quero chegar ao fim da linha!
Sim, eu estou habituada, estou sempre sózinha!
Neste correria em que vivo demente,
Vou dar tudo de mim, não morrer indiferente.
Hei-de dar a provar de volta todo o veneno...
Qualquer tempo de espera, ainda será pequeno!
E nesta furia que me agito, já nem grito
Nesta lufada louca, nem sinto a boca
Por muito que o mundo se mostre aflito
O que quer seja, a minha vingança será pouca!
Sem ferir quem ainda me consegue amar
Sei, que é pena, mas que fecho o lótus em flor,
Porque assim sendo, será capaz de me perdoar
Porque compreende certamente a minha dor!
Não estou viva, nem morta, vou estando,
Vou passando os dias devagar, vivendo o presente,
Tentar afastar-me de todos, mas vou passando...
É neste estado que eu estou... estou ausente!
CB (É assim que te sinto, e como não sei pintar...)
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Entrelinhas
Cansa-me já, ler as tuas entrelinhas...
Cansa-me saber que existes e não existes...
Canso-me de mim!
Sou a sombra que vês e não vês,
O motivo sem tantos porquês...
Na minha casa, fecho-me, sem janelinhas
Fecho-me para não ver como somos uns tristes
Perderam-se Columbina e Arlequim...
Canso-me nos meus dias de labuta
Canso-me sem motivo de me cansar
Canso-me de viver em constante luta
Luta por falta do teu amar!
E ao fim do dia, já sem vontade
Um abraço que não tenho é o teu,
E afogo esta triste e falsa liberdade
Procurando sózinha os braços do Morfeu...
CB - Espero ter-te apanhado nesta breve foto... eu conheço-te minha amiga!
Cansa-me saber que existes e não existes...
Canso-me de mim!
Sou a sombra que vês e não vês,
O motivo sem tantos porquês...
Na minha casa, fecho-me, sem janelinhas
Fecho-me para não ver como somos uns tristes
Perderam-se Columbina e Arlequim...
Canso-me nos meus dias de labuta
Canso-me sem motivo de me cansar
Canso-me de viver em constante luta
Luta por falta do teu amar!
E ao fim do dia, já sem vontade
Um abraço que não tenho é o teu,
E afogo esta triste e falsa liberdade
Procurando sózinha os braços do Morfeu...
CB - Espero ter-te apanhado nesta breve foto... eu conheço-te minha amiga!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O Jogo das Escondidas
Sabes amiga,
Passo por ti e faço de conta que nem percebo,
Mas estou aqui.... Já to disse tanta vez,
Que qualquer dia deixa de fazer sentido...
Sabes amigas...
Como o Eugénio de Andrade,
Por vezes sinto as palavras tão gastas...
Sinto que os meus olhos deixaram de ser dois peixes verdes...
São apenas os meus olhos...
Sabes amiga...
Apesar de não to dizer, sinto muito quando te afastas.
Sei e sempre soube que precisas de ti,
Que precisas de reorganizar,
De te preparar para a Tua batalha: TU MESMA!
Sei como é porque eu sou assim um pouco.
No entanto, quero que saibas amiga,
Que não costumo usar palavras em vão
Sei o seu peso, a sua medida, o seu valor!
Sabes amiga...
Quando te chamo assim, é porque o acho mesmo.
E por isto mesmo não gosto quando me afastas,
Mas respeito o teu afastamento...
Estamos neste jogo há uma semana, e parecendo ausente...
Eu estou mais atenta do que nunca!
Sabes amiga...
O Jogo das Escondidas, não te vai proteger sempre.
E mesmo correndo o risco de gastar as palavras,
Eu sou tua amiga, não te escondas de mim!
CB - dedicado a uma amiga que vive comigo cada dia da semana.
Passo por ti e faço de conta que nem percebo,
Mas estou aqui.... Já to disse tanta vez,
Que qualquer dia deixa de fazer sentido...
Sabes amigas...
Como o Eugénio de Andrade,
Por vezes sinto as palavras tão gastas...
Sinto que os meus olhos deixaram de ser dois peixes verdes...
São apenas os meus olhos...
Sabes amiga...
Apesar de não to dizer, sinto muito quando te afastas.
Sei e sempre soube que precisas de ti,
Que precisas de reorganizar,
De te preparar para a Tua batalha: TU MESMA!
Sei como é porque eu sou assim um pouco.
No entanto, quero que saibas amiga,
Que não costumo usar palavras em vão
Sei o seu peso, a sua medida, o seu valor!
Sabes amiga...
Quando te chamo assim, é porque o acho mesmo.
E por isto mesmo não gosto quando me afastas,
Mas respeito o teu afastamento...
Estamos neste jogo há uma semana, e parecendo ausente...
Eu estou mais atenta do que nunca!
Sabes amiga...
O Jogo das Escondidas, não te vai proteger sempre.
E mesmo correndo o risco de gastar as palavras,
Eu sou tua amiga, não te escondas de mim!
CB - dedicado a uma amiga que vive comigo cada dia da semana.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Máscara Veneziana
Corpo esbelto revestido de cetim
Anjo lindo, doce querubim...
A redenção prostrou-se a teus pés...
Sonho perfeito, sonho dourado
Neste meu dormir sempre acordado,
Máscara com sorriso em viés...
Posso sempre disfarçar-me de trovão
Que brinca pelas nuvens dos meus dias,
Fria, inerte, sem mais coração
Sem palavras, sem rosto, sem ousadias.
A perfeição não é o meu apelido
Não é meu o poder da oratória.
Mas posso encenar algo destemido.
Sou Máscara Veneziana sem memória...
Anjo lindo, doce querubim...
A redenção prostrou-se a teus pés...
Sonho perfeito, sonho dourado
Neste meu dormir sempre acordado,
Máscara com sorriso em viés...
Posso sempre disfarçar-me de trovão
Que brinca pelas nuvens dos meus dias,
Fria, inerte, sem mais coração
Sem palavras, sem rosto, sem ousadias.
A perfeição não é o meu apelido
Não é meu o poder da oratória.
Mas posso encenar algo destemido.
Sou Máscara Veneziana sem memória...
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Menino, quero qualquer coisa...
Apetece-me, qualquer coisa...
Tanto faz porque sei que preferem a mentira...
Apetece-me rebentar todas as máscaras,
Rasgar todos os cenários,
Denunciar todas as mentiras,
Por o dedo na ferida, de preferência com Sal!
Apetece-me, qualquer coisa...
Porque cada vez menos tenho vontade!
Sei que não há pior cego que o que não quer ver,
Sei que a dor da perda é maior que o afago da negação,
Sei que luto sozinha, como sempre...
Mas desta vez quero sangue!
Apetece-me, qualquer coisa...
Porque perdi a compustura a larguei eu mesma a minha máscara,
Porque deixei de fazer o frete e falei,
Porque não quero mais ser a pobre coitada,
Porque estou farta de gente mimada e mal educada!
Gente que monta tanto na vida...
Gente que não tem tento na lingua...
Gente que vê apenas vil metal e o seu umbigo...
Gente que não se enxerga!
Apetece-me, qualquer coisa...
Como derramar palavras doridas,
Estas que escondem as minhas feridas,
As que encontro mais à mão para me consolar
Para me ajudar neste meu purgar...
Aprendi a correr atras quando não quero,
E vou provar a solidão e o desespero,
Mas não serei a unica a titubear
E espero destruir o carnaval que armaram!!!
Apetece-me, quebrar o mundo, ou qualquer coisa...
Porque deixei de acreditar que alguém nos protege
Quando o protegido é sempre o mesmo coitadinho...
Se sou amarga? Talvez...
Se calhar porque me fartei de vez...
E já só me apetece, qualquer coisa!
Tanto faz porque sei que preferem a mentira...
Apetece-me rebentar todas as máscaras,
Rasgar todos os cenários,
Denunciar todas as mentiras,
Por o dedo na ferida, de preferência com Sal!
Apetece-me, qualquer coisa...
Porque cada vez menos tenho vontade!
Sei que não há pior cego que o que não quer ver,
Sei que a dor da perda é maior que o afago da negação,
Sei que luto sozinha, como sempre...
Mas desta vez quero sangue!
Apetece-me, qualquer coisa...
Porque perdi a compustura a larguei eu mesma a minha máscara,
Porque deixei de fazer o frete e falei,
Porque não quero mais ser a pobre coitada,
Porque estou farta de gente mimada e mal educada!
Gente que monta tanto na vida...
Gente que não tem tento na lingua...
Gente que vê apenas vil metal e o seu umbigo...
Gente que não se enxerga!
Apetece-me, qualquer coisa...
Como derramar palavras doridas,
Estas que escondem as minhas feridas,
As que encontro mais à mão para me consolar
Para me ajudar neste meu purgar...
Aprendi a correr atras quando não quero,
E vou provar a solidão e o desespero,
Mas não serei a unica a titubear
E espero destruir o carnaval que armaram!!!
Apetece-me, quebrar o mundo, ou qualquer coisa...
Porque deixei de acreditar que alguém nos protege
Quando o protegido é sempre o mesmo coitadinho...
Se sou amarga? Talvez...
Se calhar porque me fartei de vez...
E já só me apetece, qualquer coisa!
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