sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Ao Desconhecido
Brindo!
Ao Desconhecido levanto a taça!
Normalmente todos o devemos sempre temer,
"Medo do Desconhedido", fomos obrigados a aprender,
Seja ele sorridente, ameno, cordial,
Pode a qualquer momento brandir de um punhal
E tombamos, perante o Desconhecido de raça!
Confio por norma no desconhecido,
Até deixar de ter uma razão,
A novidade nem sempre é um bandido
Muito embora confiar possa ser uma ilusão!
Mas não faz mal, eu sou uma lírica,
Uma desgovernada, uma curiosa, uma empírica!
Brindo!
Ao Desconhecido que recebo em festa,
Mostro a casa, dou a janta,
Brinco, falo, pinto a manta,
Eu que sou a má, a que sempre protesta!
Mas ainda assim estou em vantagem,
Temo o Desconhecido, mas mudo a imagem.
Ao Desconhecido levanto a taça!
Normalmente todos o devemos sempre temer,
"Medo do Desconhedido", fomos obrigados a aprender,
Seja ele sorridente, ameno, cordial,
Pode a qualquer momento brandir de um punhal
E tombamos, perante o Desconhecido de raça!
Confio por norma no desconhecido,
Até deixar de ter uma razão,
A novidade nem sempre é um bandido
Muito embora confiar possa ser uma ilusão!
Mas não faz mal, eu sou uma lírica,
Uma desgovernada, uma curiosa, uma empírica!
Brindo!
Ao Desconhecido que recebo em festa,
Mostro a casa, dou a janta,
Brinco, falo, pinto a manta,
Eu que sou a má, a que sempre protesta!
Mas ainda assim estou em vantagem,
Temo o Desconhecido, mas mudo a imagem.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Acabou de acabar
Todos os padecimentos,
Todos os lamentos,
Todos os procedimentos,
Mil tormentos...
Acabou de acabar!
Os choros e os risos,
Murmurios imprecisos,
Todos os seus sorrisos,
Histórias e paraisos...
Sucumbiu e finou!
Pelas suas alegrias,
Por todos, todos os dias,
Esqueço as suas mãos já frias,
Esqueço até as arrelias,
Porque acabou de finar!
Melhor ou pior, eu não sei...
A dor que fica vai passar,
Porque acabou por sossegar.
Por todo o amor que lhe dei,
Que nunca se vai ele finar...
Nunca acabará por acabar! Boa viagem a ti que acabaste de partir...ver-nos-emos mais tarde...
Todos os lamentos,
Todos os procedimentos,
Mil tormentos...
Acabou de acabar!
Os choros e os risos,
Murmurios imprecisos,
Todos os seus sorrisos,
Histórias e paraisos...
Sucumbiu e finou!
Pelas suas alegrias,
Por todos, todos os dias,
Esqueço as suas mãos já frias,
Esqueço até as arrelias,
Porque acabou de finar!
Melhor ou pior, eu não sei...
A dor que fica vai passar,
Porque acabou por sossegar.
Por todo o amor que lhe dei,
Que nunca se vai ele finar...
Nunca acabará por acabar! Boa viagem a ti que acabaste de partir...ver-nos-emos mais tarde...
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Ondas de Maré
São como ondas de maré
Que vão deixando pequenos charcos
Resquícios de Vida
Vislumbres longínquos de fé
Pequenos mares, sem barcos,
Eternos pontos de partida.
Amigos que tenhamos connosco,
São como actos de fé,
Hoje estão aqui, amanhã não!
Pedaços de um corpo sem rosto
São como ondas de maré
Dilaceram-me a Razão!
Afogamos na expectativa fútil
O desejo que desta vez seja perfeito...
Mas o mar é revolto por defeito
É profundo, sem proa, sem ré
Barco perdido, matriz sem sé
Náufrago, submerso, vazio, inútil...
Amigos são como ondas de maré
Hoje não vivemos sem eles
Amanhã já ninguém mais recorda.
São a nossa braçada para fora de pé,
Nevasca gelada sem casaco de peles,
Cheios, vazios, a onda transborda...
Que vão deixando pequenos charcos
Resquícios de Vida
Vislumbres longínquos de fé
Pequenos mares, sem barcos,
Eternos pontos de partida.
Amigos que tenhamos connosco,
São como actos de fé,
Hoje estão aqui, amanhã não!
Pedaços de um corpo sem rosto
São como ondas de maré
Dilaceram-me a Razão!
Afogamos na expectativa fútil
O desejo que desta vez seja perfeito...
Mas o mar é revolto por defeito
É profundo, sem proa, sem ré
Barco perdido, matriz sem sé
Náufrago, submerso, vazio, inútil...
Amigos são como ondas de maré
Hoje não vivemos sem eles
Amanhã já ninguém mais recorda.
São a nossa braçada para fora de pé,
Nevasca gelada sem casaco de peles,
Cheios, vazios, a onda transborda...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Eu não sei!
Não sei do vazio que se sente
No convivio com toda a gente,
Sorrindo social, mas falso.
Esse sorriso indiferente,
Sem raiva, de ódio, ausente,
Que empurra ao cadafalso.
Não sei da pedra na garganta,
Da vontade que não levanta,
Da falta de motivação.
Não tenho beleza, nem sou criança,
Não sou triste, seca, vazia de esperança,
Sou alma negra e dura no coração!
Não sei mais o que devo perseguir,
Não sei também desistir,
Nem sei o que é raiva com dor.
Não sei da ausência do sentir,
Ir na onda e deixar fluir,
Não sei o que se espera deste autor!
CB (Não há nada a esperar!)
No convivio com toda a gente,
Sorrindo social, mas falso.
Esse sorriso indiferente,
Sem raiva, de ódio, ausente,
Que empurra ao cadafalso.
Não sei da pedra na garganta,
Da vontade que não levanta,
Da falta de motivação.
Não tenho beleza, nem sou criança,
Não sou triste, seca, vazia de esperança,
Sou alma negra e dura no coração!
Não sei mais o que devo perseguir,
Não sei também desistir,
Nem sei o que é raiva com dor.
Não sei da ausência do sentir,
Ir na onda e deixar fluir,
Não sei o que se espera deste autor!
CB (Não há nada a esperar!)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Cinzas
Cinza claro, cinza escuro,
Esborratado no meu muro,
No muro do meu Castelo
Onde até o cinzento é tão belo.
Nuvem, névoa, nevoeiro.
Empurra-te o vento ligeiro
Deixa lá, o meu Sol descobrir
Levanta a bruma, deixa-o sair!
No doce embalo, na melancolia,
Nasce em algodão frio, este dia.
Cinza escuro, cinza claro,
Cinzento dos olhos em quem reparo.
Cinza da alvorada incerta,
Cinza na porta entreaberta,
Cinzas num sofá de cetim,
Cinzas gastas, apagadas no jardim.
Levanto o meu nevoeiro constante,
Sou a cinza, sou a lágrima errante.
Sou cinza escuro, sou cinza claro,
A bruma, a perdição e o amparo...
Esborratado no meu muro,
No muro do meu Castelo
Onde até o cinzento é tão belo.
Nuvem, névoa, nevoeiro.
Empurra-te o vento ligeiro
Deixa lá, o meu Sol descobrir
Levanta a bruma, deixa-o sair!
No doce embalo, na melancolia,
Nasce em algodão frio, este dia.
Cinza escuro, cinza claro,
Cinzento dos olhos em quem reparo.
Cinza da alvorada incerta,
Cinza na porta entreaberta,
Cinzas num sofá de cetim,
Cinzas gastas, apagadas no jardim.
Levanto o meu nevoeiro constante,
Sou a cinza, sou a lágrima errante.
Sou cinza escuro, sou cinza claro,
A bruma, a perdição e o amparo...
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